segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

De ser mãe ou pai todo mundo tem um pouco

Entre as coisas mais interessantes de ser pai está o fato de todo mundo ser um pouco também. É como no futebol onde somos todos técnicos e entendidos no assunto. E assim a cada nova conversa surge uma nova série de dicas, incluindo de pessoas que você nunca viu.

E assim começa o faz isso, faz aquilo. Uma receita para a mãe dormir melhor, para o pai não se estressar, o que pode e não pode comer, o que tomar, o que não tomar, para todas as situações há alguém (ou melhor, alguéns!) dando pitaco. E assim acredito que será a vida inteira.

O brasileiro tem essa mania no sangue. É todo mundo entendido de tudo e todo mundo dá pitaco em tudo. Basta conversar sobre futebol e verá que todos deveriam estar na seleção. Se não gosta de futebol, converse sobre medicina. Melhor fale em emagrecer e ouvirá desde dietas milagrosas até remédios que matam.

Na gravidez funciona igualzinho. Pessoas que nunca foram pais, mães, nunca engravidaram, algumas sequer tiveram contato com bebês estão sempre dispostas a darem suas dicas e opiniões. Pior, há aqueles que você sabe que não foram felizes ao serem pais (basta ver os filhos mal educados) querendo te ensinar.

Mas como disse minha irmã Ana Elisa, ao dar as dicas dela, o segredo é focar. Enche o saco todo mundo dando pitaco e levar todo mundo a sério é motivo suficiente para pirar. Então foca. Escolhe uma ou duas pessoas e escute apenas elas. Ou melhor, até escuta todo mundo, mas não leva todo mundo a sério.

Afinal, de ser mãe ou pai todo mundo tem um pouco.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Como pode?

Como disse o Tadeu, se teve uma coisa que não tivemos - sim, no plural, porque por mais que o Quim esteja aqui comigo ele é nosso - foi frescurite. Nada de não pode, não deve, não faz. Sim, OK, tudo tem limites, mas no geral levamos a vida como tem que ser levada.

Numa dessas continuamos com nossa programação normal. Saindo para ver os amigos, divertindo e de quebra mudando a casa toda de lugar pra fazer caber o pequeno. 

Pequeno esse que por menor que seja e por mais que não esteja presente digamos que fisicamente/visualmente falando, já ocupa um baita espaço nas nossas vidas. E digo isso não só emocionalmente, mas fisicamente mesmo. 

Pessoal diz que mulher que tem muita coisa né? Isso é porque vocês não conhecem o Joaquim. Ou qualquer bebê. Sério. O que eu acumulei de roupas e tranqueiras em vinte e seis anos não se compara com o que esse menino já tem sem nem ter nascido.

Confesso que quando lia blogs e revistas e o que caísse na mão sobre enxovais de bebê e coisas que são necessárias e tudo mais eu ficava chocada e duvidava que ele realmente precisasse daquilo tudo. Tá, tem algumas coisas que eu continuo achando que é excesso, mas ainda assim... por mais que nós tenhamos removido de listas tudo o que tinha cara de desnecessário, é impressionante a quantidade de coisas que ele precisa-tem-que-ter.

Mil e duas fraldas, quinhentas calças, setecentos e vinte e dois bodies e assim vai... Gente!! mas ele não tem nem um metro!! Como pode?! 

Pois pode. 

Quando fomos fazer um levantamento do que temos e do que ele precisava que isso ficou mais visível. Que aí você conversa conversa com as mães das antigas e com as mais recentes e todas dizem que precisa mesmo dessas mil coisas que achávamos desnecessário. Sem falar no fator "fofice" que o Tadeu tinha alertado, de que por mais que você ache X coisa inútil, quando vir aquilo numa loja vai achar tããão fofo que vai querer, precisar, necessitar. E é bem verdade.

A parte boa nisso tudo é que por estarmos na maior contenção de gastos - e espaço, essas coisas superficiais foram fáceis de ser descartadas. É bonito? é. é útil? é. Necessário e indispensável? não. Então passa pro próximo. 

Assim, conseguimos na medida do possível não nos perder em lista de chá de bebê e enxoval, por exemplo. Pensamento racional e vamos nessa que vai dar tudo certo. E está dando. Tendo a maior ajuda do mundo das famílias que doaram/presentearam com todas as coisas que precisávamos e que está deixando o cantinho do Joaquim lindo e a lista de coisas faltantes cada vez menor. 

Mas isso é um outro capitulo. Do pessoal colocando a mão na massa. 

listas, listas e mais listas. Precisa mesmo?!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

E pular o carnaval, pode?

Ouvindo histórias por aí chovem grávidas que tratam a gravidez como doença. Não pode nada, tudo é um sacrifício e pensar em se divertir é quase um pecado (se não o pior deles).

Sei que cada caso é um caso, e este blog é para falar do nosso. E aqui esse papo de não pode não cola. A nossa vida continua, com algumas limitações, mas sem parar. A Nat continua a mesma moça animada de sempre, daquelas que não sabe ouvir um batuque que começa a se mexer.

E com esse espírito seguimos o bloco. Uma semana antes do carnaval saímos para a rua, sem muito fuzuê, com a companhia da Julia, brincando uma tarde. Horas andando atrás do trio, sambando um pouquinho ali, cantando mais um pouquinho aqui, parando para um cafézinho na casa do tio. E assim, nossa primeira experiência carnavalesa foi ótima.

E agora era feriadão, faltando cerca de um mês para o Joaquim chegar, lá estava ele de novo na bagunça. Piscina num dia, churrasco no outro e mais uma vez era hora de cair no samba.

Uma noite sambando, cantando e rindo com os amigos. No dia seguinte mais um churrasco familiar para recuperar e pronto! O Joaquim completou seu primeiro carnaval, ainda na barriga, mas aproveitando tudo direitinho, e com direito a fantasia!

Na minha casa todo mundo é bamba!
É importante ressaltar que nesses dias ele se mexeu normalmente, dançou algumas músicas, mas em momento nenhum reclamou ou causou desconforto a mãe, que estava linda na passarela se achando a passista da Mangueira. E que graças a Deus não encara a gravidez como uma doença.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Era uma vez... o tempo


A gente se deu tão bem

Que o tempo sentiu inveja
Ele ficou zangado e decidiu
Que era melhor ser mais veloz e passar rápido pra mim

Foi mais ou menos assim para esses dois. Que um dia não se conheciam, depois se falavam sempre, depois se conheceram e se grudaram e assim foi. De nunca pra sempre, de não sei para eterno enquanto dure. De longe, com os dias da semana arrastando e os fins de semana voando. Fazendo dois dias parecer quase que só meio.

Espero o dia que vem
Pra ver se te vejo
E faço o tempo esperar como esperei
A eternidade se passar nos dois segundos sem você
Agora eu já nem sei
Se hoje foi anteontem
Me perdi lembrando o teu olhar
O meu futuro é esperar pelo presente de fazer
O tempo engatinhar
Do jeito que eu sempre quis
Distante é devagar
Perto passa bem depressa assim
E ele sempre foi assim. Tão inconstante... brother e inimigo ao mesmo tempo. Passando rápido demais quando perto e devagar se arrastando quando longe. Inconstante. Que fez uma semana parecer um mês, um mês um ano e um ano quase que uma vida.

Uma vida com uma vida a mais dentro.

Inconstante que fez nove meses serem cinco. E que fez esses cinco parecerem nove e esse último parecer dias. Sempre tão rápido e tão lento. Sempre tão surpreendente. Que fez a música de nós dois virar a música de um que é na verdade de nós três.

Nessa matemática incerta e maluca. Atemporal. Eterna até quando for.


...que 1+1=3

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Festeiro

Uma coisa que o Joaquim sempre foi mesmo sem saber é festeiro.

Bem, na verdade saber ele sabia, nós é quem não. mas enfim...

Sempre foi da farra. Fazendo as contas por alto de desde quando ele existe já foi em jestas juninas, brincou em pula-pula, pulou atrás de bloco de carnaval, dançou samba, frevo, forró e maracatu e em incontáveis jogos de futebol...

Viajou bastante também: foi pro Rio de Janeiro, pra Teresópolis, São Paulo, Goiânia, Brasília.... Adora um show: frequentou vários do Seu Estrelo em Brasília, curtiu Julieta Venegas e Carlitos Marron com as tias loiras; fez farra total no Rock in Rio com direito a chuva e a alucinar em Seek and Destroy; pulou a vida com o Monobloco,  cantou horrores com o Marcelo D2 e funkeou com Funk como Le Gusta.

Muito da festa esse menino...

Coisas que fez antes e depois de existir conscientemente e que com certeza vai continuar fazendo. Afinal... tem a quem puxar não é?!

...vai ser sambista!