quarta-feira, 7 de março de 2012

38 semanas (e contando)

Parece que foi outro dia que tudo isso começou, mas como já descobri há pouco está chegando ao fim de uma parte e começo da outra.

Pânico define o que foi nossa última consulta na médica. Depois do último ultrassom -  que *cof cof* o Joaquim tirou nota máxima; levamos tudo pra doc ver e então, após ver que o bonito está mesmo sentado bem confortável diz com a maior naturalidade do mundo que:

"não fosse você estar resfriada já poderíamos marcar a cesárea"

OI?!

É que tecnicamente sestá tudo ok, e caso o moçoilo estivesse incomodando (leia aqui: eu muito inchada, com dores, etc) já poderíamos marcar a cesárea porque ele está pronto e bonito.

O problema é que por mais que ele esteja pronto acho que nós não estamos. Tipo, ok, ele vai nascer logo menos... mas convenhamos que uns dias a mais (no caso duas semanas) fazem toda diferença na vida de uma pessoa.

Enfim... um pouco pelo meu resfriado, e outro tanto pela nossa cara de pânico tudo indica que os planos iniciais estão mantidos e temos ainda mais uns dias de Joaquim "guardado"... a não ser que ele dê uma cambalhota e vire tudo de ponta cabeça de novo.

terça-feira, 6 de março de 2012

Coisas de Joaquim

Eu nunca quis, nunca me vi grávida (parte 2)

Eu ia só comentar, mas aí tagarelaria demais num espaço relativamente pequeno... então abrimos um parênteses aqui. 

Como o Tadeu disse no post dele, eu nunca tinha me visto grávida. Quem me conhece há tempos sabe que nunca foi um plano, um desejo, nada. Numa dessas a surpresa das pessoas quando souberam foi gigante... de: como assim? você? mesmo? Sem falar em toda a tensão de como seria minha reação. E mais a surpresa de ela ter sido natural.

Confesso que até eu me assustei. Mas não tinha como não. Era uma pessoinha aqui comigo. Um pedaço de mim. Tem como não amar?

Com a pouca experiência que tenho de cinco meses de gestação digo como se soubesse muito da vida que tudo isso faz todo sentido do mundo. E me pergunto como é que um dia pude pensar que ter um filho me atrapalharia. Ok, ele não nasceu, não passei noites em claro, não eduquei e nem nada. Mas não tem como pensar assim. 

Uma coisa é fazer planos. Fazemos planos o tempo todo, alguns se cumprem, outros não. Uns demoram mais ou menos... mas eles são feitos o tempo todo. Faz parte de se viver, não é? Mas a real é que muitas coisas boas não se planeja. Elas simplesmente vem; simplesmente acontecem. 

Um dia você está ali levando sua vidinha sem maiores pretensões, no outro conhece uma pessoa super especial, depois pensa em como vai ser como não vai e quando vê está sendo e muito bem, obrigada. Depois planeja mudar de cidade de vida e ela muda mesmo. Muda com um bebê inesperado e querido sem nem saber. 

Nunca quis ter filhos. Era da turma dos egoístas. Hoje não me vejo sem o Joaquim. Pedacinho de nós dois que ainda não nasceu mas já é o meu - nosso - mundo. 

Sempre quis, sempre me vi grávida. 

porque 1+1=3 e é tudo de bom! 

segunda-feira, 5 de março de 2012

Eu nunca quis, nunca me vi grávida

Ontem li uma matéria do Correio Braziliense sobre casais e pessoas que optaram por não ter filhos. Acho justo não querer e não ter, mas achei curiosa alguns dos motivos dados e reclamações.

O primeiro casal entrevistado já começa com a pérola: "Ter filhos é como pular em uma piscina gelada. Quando se mergulha nela, tenta-se convencer os outros de fora a entrar dizendo: “Como está gostoso aqui”.

O único detalhe é que eles não pularam e não fazem idéia se a água está realmente gelada e se por acaso é bom ou ruim. Moço, você não pode falar de algo que você não experimentou. Serve pra tudo na vida. Não se fala que jiló é ruim se você nunca comeu.

A matéria fala em preconceito como por exemplo as pessoas que taxam as pessoas que não querem ter filhos de egoístas. Concordo que nem todos são, que há diversos motivos para não tê-los. Mas se não quer se chamado de egoísta não justifica não ter filhos assim: "Observamos que o assunto do casal que tem filhos é só o filho. Todas as questões da casa são por conta dele. É ele quem dita para onde você vai. Você não pode viajar para qualquer lugar e em qualquer época do ano por causa da dinâmica do filho."

Para mim isso é egoísmo. Continuando, a mulher do casal acima completa: "Eu nunca quis, nunca me vi grávida".

Ai chegamos a parte que nos diz respeito. Lembro da Nat, até poucos meses atrás falando a mesma coisa. Que jamais queria ter filhos. Quem a conhece hoje jamais poderia imaginar que um dia ela pensou assim.

Logo que descobrimos fiquei com medo da reação da Nat, mas ela sem nem pestanejar falou que estava feliz com o acontecido. Assustada, com medo, mas feliz.

Hoje é uma mãezona cheia de cuidados com o Joaquim (e ele nem nasceu). Cuida de tudo, faz mil coisas pra ele, se preocupa um monte, enfim. Me dá uma tranquilidade sem tamanho, tendo a certeza de que com ela, o Joaquim estará bem. E eu também.

Coisas de Joaquim