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quarta-feira, 7 de março de 2012

38 semanas (e contando)

Parece que foi outro dia que tudo isso começou, mas como já descobri há pouco está chegando ao fim de uma parte e começo da outra.

Pânico define o que foi nossa última consulta na médica. Depois do último ultrassom -  que *cof cof* o Joaquim tirou nota máxima; levamos tudo pra doc ver e então, após ver que o bonito está mesmo sentado bem confortável diz com a maior naturalidade do mundo que:

"não fosse você estar resfriada já poderíamos marcar a cesárea"

OI?!

É que tecnicamente sestá tudo ok, e caso o moçoilo estivesse incomodando (leia aqui: eu muito inchada, com dores, etc) já poderíamos marcar a cesárea porque ele está pronto e bonito.

O problema é que por mais que ele esteja pronto acho que nós não estamos. Tipo, ok, ele vai nascer logo menos... mas convenhamos que uns dias a mais (no caso duas semanas) fazem toda diferença na vida de uma pessoa.

Enfim... um pouco pelo meu resfriado, e outro tanto pela nossa cara de pânico tudo indica que os planos iniciais estão mantidos e temos ainda mais uns dias de Joaquim "guardado"... a não ser que ele dê uma cambalhota e vire tudo de ponta cabeça de novo.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Notícias do front

Joaquim fez ontem seu último ultrassom. O tal do perfil biofísico, que é um que se faz agora no final pra ver se está tudo bem com ele, tamanho, peso, coração, pressão, posição, se o nariz é lindo igual o meu e etc...

E lá fomos nós... primeiro na saga que marcar o exame. Sério, se fosse depender de labratório aqui na roça eles iam fazer o exame depois que ele nascesse... não existe agenda, não existe data, malemar existe quem faça...Enfim.. graças a uma boa alma que desmarcou de última hora, conseguimos. Pega roupa e sai correndo que tem trinta minutos pra chegar.

Tudo certo, no horário, vão lá os pais babões ver o filhote.

Coisa mais linda meu povo! Tá lá.. todo de nariz bonito, de boca aberta muito provavelmente palestrando,  não puxando nenhum dos dois quanto ao peso, grandinho, e todo puxando os dois no quesito folga. O cidadão está muito bem sentado e acomodado. Numa dessas ele decidiu que as camabalhotas que deu aqui dentro eram cansativas e optou por ficar sentadinho mesmo que está tudo bem. Só na sombra e água fresca... nada bobo né?

Agora é esperar o gostoso ver se fica assim ou se vira pra ver quando nasce... tipo daqui a pouco. Mas todo saudável e com o coraçãozinho batendo igual a bateria da Mangueira.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Segundo ultrassom

Se no primeiro ultrassom, que também foi o dia da primeira consulta, do primeiro tudo, foi aquela emoção de tentar assimilar e entender tudo ao mesmo tempo, o segundo foi uma coisa assim... mais "normal", pode-se dizer.

É... tirando a excursão que foi, foi mais normal.

Foi também a primeira vez que conseguimos ir juntos na consulta. Pai e mãe, dois perdidos, dois bobos ali ouvindo a médica falar que ele estava sentado, dois manés ouvindo o coração e entendendo - de uma vez por todas - que aquela pessoinha logo menos ia fazer parte das nossas vidas para todo o sempre. E esses mesmos dois manés indo com as respectivas mães e sogras de excursão fazer ultrassom.

Esse segundo um pouco mais claro que o primeiro. Que você já sabe que não vai entender uns 80% do que aparece na telinha, mas vamo que vamo, que algumas coisas dá pra ver. Perninhas, coxinhas (inhas?), os pés, braços, barriga, mãos... a cabeça, olhos, boca, nariz... o meu nariz!! Coisa mais linda! Pode chamar de louca, de pancada, de o que for, mas eu vi e ele tem o meu nariz. Minha sogra viu, todo mundo viu. Arrebitado. Vai ter carinha de metido... coisa mais linda da mãe! Muito orgulho... E ouve o coração de novo... e as avós babam.. e os dois marinheiros de primeira viagem com cara de bobos...

E como que entendendo isso tudo, como que sabendo tudo o que estava acontecendo ali, o pequeno vai e faz um joinha pra gente. Como que dizendo: tá tudo bem, tá legal, eu to bem, logo mais estou aí....

A simpatia em pessoa! 

Logo menos mesmo.. que fazendo as contas aqui não vai dar nem tempo de postar direito antes dele chegar... Como diz o Tadeu, é muito relâmpago isso tudo e depois de amanhã ele nasceu. 

**Joaquim agora com legendas e som! =) Muita inovação...

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

E foi assim que eu descobri que ia ser pai de um menino.


Era para ser apenas um exame com a ginecologista. O primeiro pré-natal depois que descobrimos que estávamos grávidos. Eu já estava chateado com a situação por não poder estar junto. Mas faz parte né. Até que a Nat me informa que estava indo fazer o ultrassom.

Como assim? Não podia. Era para ser uma simples consulta para marcar o ultrassom outro dia. E a chateação virou tristeza. Peguei o celular e comecei a contar para um monte de gente que estava triste de verdade. Poxa, eu sempre quis ser pai e logo agora não estaria lá ao lado dela para ver e ouvir tudo. Saber cada detalhe da criança. Chorei.

Mas como disse faz parte. Liguei pra ela, liguei pros amigos, liguei pro pai que me acalmou. Disse que daria tudo certo. E deu. Na minha agonia misturada com tristeza a Nat me liga para contar tudo. Era um menino, tinha um monte de meses e já estava bem formadinho. Saco. Eu não estava lá. Chorei de novo.

Até chegar em casa fui num misto de alegria por estar tudo bem e muita tristeza por não estar lá naquele momento tão importante. O que era para ser o dia mais legal do mundo até o momento não foi nada do que eu queria. Queria estar lá. Chorei.

Chegando em casa, já a noite e sabendo de tudo aí sim a alegria veio ao ver a cara da Nat, a boa recpeção da família, todos alegres e satisfeitos com o que descobrimos a tarde. Depois foi só colocar o vídeo na web, já fazer uma piadinha interna com o nome do piá (Oooz), compartilhar com o povo de longe (e de perto) e deixar a tristeza passar de vez.

E foi assim que eu descobri que ia ser pai de um menino. E o próximo ultrassom eu não perderia por nada.
Bonitinho, já carrega uma estrela no coração!




domingo, 29 de janeiro de 2012

Primeiro ultrassom

Dizem que primeiro alguma coisa a gente nunca esquece. Bom, o primeiro filho então nem se fala né? Ainda mais nesse turbilhão todo...

Pois o primeiro ultrassom foi uma coisa assim de outra realidade.

Tinha acabado de sair da primeira consulta com a médica, acabado de saber que os dois meses eram quatro/cinco, acabado de ouvir o coração batendo,... enfim... muitas primeiras vezes, inclusive a de realmente entender que estava gestando. Numa dessas vamos lá ver o bebê não é? Afinal já completamos o ciclo de primeiras coisas.

Antes de entrar no ponto ultrassom em si, não sei se já disse isso antes, mas o bacana da gestação a jato é o fato de que "pulei" toda a parte de esperas de uma gestação normal. Foi o que amigas e a médica mesmo falaram pelo menos. Que não tive toda aquela ansiedade de esperar X tempo para descobrir o sexo do bebê, de esperar a barriga crescer... isso, somado ao fato de sintomas zero (nada de enjôos e essas coisas comuns de gravidez), fez com que todo o período pré-barriga passasse desapercebido e começasse logo a saber tudo na fase de emoções.

Numa dessas o primeiro ultrassom foi também quando descobri o sexo, o peso, tamanho, vi pés e mãos e tudo que se tem direito.

Mas voltando...

Chegando no lugar lá de fazer o exame, começaram as perguntas inevitáveis que eu saberia ter que aguentar caras de surpresa. Está grávida de quanto tempo? não sei, por isso vim aqui. E dá-lhe cara de ué das recepcionistas, de como assim essa monstra não sabe?! Não sei ué! Pra mim eram dois, já me falaram em três, quatro... não ficarei surpresa se falarem que é sete, então pode por aí que não sei, um beijo.

Bom, após fazer a ficha com dados incompletos, chamam a mãe desnaturada e perguntam a segunda coisa que nunca soube - até hoje - responder: data da última menstruação. Alou?! se eu não sabia nem que estava gestando, como vou saber isso? próxima pergunta! Descubro então que esse dado não tem importância porque dá pra saber isso pelo tamanho do feto. Me pergunto porque então me importunar com isso, mas lembro que agora sou mãe e devo sorrir pras pessoas. Sorrio. Espero o médico.

O médico - um senhorzinho bem simpático - chega, faz todas as mesmas perguntas que eu não soube responder e muito solícito diz que ok, então vamos descobrir. E lá vai aquele gel gosmento gelado e vamos ver na telinha o que se passa aqui dentro. Canto mentalmente a música do Cidade Negra (você precisa saber o que passa aqui dentro... eu vou falar pra você) e respiro fundo...

A emoção é sem tamanho. Que tudo começa a fazer sentido. Tem mesmo uma pessoinha ali dentro. OK que não dá pra distinguir nada de coisa nenhuma, mas que tem uma pessoa ali tem.

E aí era a parte mais divertida. O médico todo simpático vira e fala: tá vendo a costela ali? E eu, sincera: não. Aí ele vai lá, mostra, fala que isso é costela, aquilo é coluna, ali tem uma perna... e eu tentando achar todo o meu instinto maternal que deve estar ali em algum lugar para poder ver tudo aquilo que ele via.

Confesso meu filho: seu primeiro ultrassom foi terrível. Eu não sabia o que era o que. Pelo menos até a hora que apareceu uma mão! Aquilo eu sei que é uma mão Dr!! E os pezinhos.. ownnn.. dez dedinhos, fiz questão de contar pra ver se estava tudo ali. e a cabeça e o fêmur.... e o coração que parecia a bateria da Estação Primeira. Tudo ali! Isso, e mais um plus: quer saber o que é?! Derrr lógico que sim! Então tá: olha ali o pipi dele. É menino! alegria alegria... começou ali a vida do nosso menino.


E eis o primeiro ultrassom. Um doce pra quem conseguir ver o que é o que.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Primeiro Contato

Não comentei que desde a descoberta da gestação até o momento de conseguir marcar uma consulta e ir na médica a minha ficha não havia caído 100%. 

OK, já tinha assimilado que estava grávida, que um bebê estava por vir, que estávamos fazendo mil planos e tudo mais... mas ao mesmo tempo falar sobre tudo isso parecia uma coisa muito distante da minha realidade. Ouvir as pessoas falando que você vai ver que bacana quando o bebê nascer; que isso ou aquilo vai acontecer; o que pode e não pode fazer... enfim.. todas essas novidades e conversas simplesmente não faziam sentido algum na minha cabeça. 

Era como se estivesse conversando sobre uma terceira pessoa. Eu Natália estava falando da outra Natália que estava grávida. Não sei se faz algum sentido para vocês mas faz todo pra mim. Por mais que soubesse, não conseguia entender uma pessoa crescendo dentro de mim. 

E tuuudo isso mudou depois da primeira ida a gineco e ouvindo o coração. Aí sim foi tipo: opa! tem alguém vivo aí dentro! E logo depois fazer o ultrassom e ver que opa: realmente tem alguém aí dentro. E esse alguém tem dois pés, dedinhos, mãos, cabeça, coração.... 

Acho que então que tudo começou a fazer mais sentido. Uma coisa meio que são Tomé, de só vendo para crer, eu sei, mas ainda assim... muita surpresa para uma pessoa só, acho que realmente é difícil de entender. Se estivesse tentando, planejando ou algo assim com certeza teria assimilado tudo muito mais rápido. Tipo no primeiro exame de farmácia. Mas né? como as coisas não são necessariamente como a gente pensa/espera/planeja, as surpresas fazem parte e não necessariamante são entendidas na rapidez que a gente acha que deveriam. 

Enfim... importante desse momento em diante foi cuidar do infanto que está por vir e me divertir a beça com ele!