sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Papos intra-uterinos tem poder



Louca por louca, vou mandar mais uma verdade para vocês: papos intra-uterinos tem poder. OI? É isso mesmo colega... tudo o que você fala pro pequeno cidadão de alguma maneira é assimilado.

Uma amiga que contou uma vez que a tia tanto esfregou um cachinho de cabelo na barriga que a prima nasceu de cabelo enroladinho. E aí a amiga falou quando grávida que "nariz da mamãe, metabolismo do papai" e batata! Nariz da mãe e metabolismo do pai. 

Como mal não deve fazer, eu usei da mesma super técnica. Nariz da mamãe metabolismo do papai Joaquim! Bora ajeitar a espécie! E não é que o pequeno tem um narizinho lindo (modéstia: não temos) e é do metabolismo que funciona que é uma beleza e continuando assim nunca terá problemas com a balança, amém! 

Aí você fala: ahh tá bom que foi porque você falou com ele quando na barriga que ele assimilou e nasceu como planejado. 

Ah meu! sei lá se foi uma coincidência ou não, mas eu mentalizei e aconteceu! Vai entender.. deixo para os estudos contarem o porque disso.. Além do que não falei pra nascer a cara do Joaquin Phoenix. Só pedi o meu nariz. Era possível!

Enfim... o ponto é que tudo o que eu falei pra ele tá acontecendo. E eu fiz uma promessa que me arrependi. Explico: um dos mantras era que "se você for um bebê bonzinho que não fica chorando por nada, quando você for maior eu vou deixar fazer bagunça". Pensa num mantra tosco. Foi esse meu. Resultado: o menino é/foi um anjo. E hoje está destruindo - ou pelo menos tentando - tudo o que tem na frente. 

Ai se arrependimento matasse... 

Numa dessas, acreditando ou não, minha dica pra vida é: fala umas coisas decentes quando estiver grávida, peloamordedeus. Tipo: "não coloca o dedo na tomada"; "não escale a televisão", ou algo assim...

Pelo sim, pelo não; eu acho bem válido adotar isso. Vai que funciona pro bem né? 

vamos trocar uma ideia...

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Viva! Não estamos sozinhos no mundo!


E no meio de todo esse tumulto de fazer mil coisas e viver em um mundo meio doido, é uma delicia ver que assim como você há no mundo outras mães "normais". Dessas do MLFC, saca? 

Porque né? Louca é você ser normal, ter um bom senso... normal é ser louca, bitolada. Confuso né? Mas é bem por aí...

Fui numa "palestra" (não é esse o nome, mas não achei denominação melhor) e aí rolou todo um papo de não pode dar fruta/suco/nada antes de 6 meses pro bebê.. e uma pobre coitada disse que deu e "oh meu deus!!! como essa criança vai sobreviver?!". Para né gente?! 

A recomendação da OMS, dos pediatras e de mais um monte de gente é sim aleitamento exclusivo até os 6 meses. Viu a segunda palavra qual era?! re-co-men-da-ção. O que significa que se por um acaso você precisa voltar a trabalhar antes, ou seu filho tá precisando de uma força na alimentação não há problema algum em um algo a mais além do leite materno. Sim, com acompanhamento e bom senso (lembra dele?). 

O Quim mesmo começou a comer papa super cedo.. com três pra quatro meses... porque o leite não dava conta, que ele passava o dia pendurado no peito e não era o bastante pra fome dele. Numa dessas começou com papa de frutas cozidas e tá aí.. firme e forte cheio de história pra contar. Numa dessas, quando tudo isso começou geral quase morreu de que co-mo as-sim ele já está comendo?!?! Tá ué. Tá feliz, tá saudável, todos sobreviveram. Rá! Conviva com isso! 

Quis ser solidária com a mãe errada e por sorte recebi olhares de cumplicidade.

Fiquei particularmente feliz e com o coração aos pulinhos de ver que não estou sozinha no mundo de fazer o que achamos melhor para os filhos. 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Bom senso: cadê?


Aí que você tem uns minutos de folga, ignora a pilha de roupas pra passar e vai fuçar na internet. E nesses minutos você lê muito- eu pelo menos leio. E nessas leituras você vê muita coisa interessante e muita variação... Porque né?! De gente louca o mundo tá cheio.

Quando eu falo louca é num sentido bem único. Não louca de sair correndo sem roupa na rua; nem louca presidente do MLFC... Mas louca de literal. De ler/ver alguma coisa e levar aquilo MUITO ao pé da letra. Nega que pega uma filosofia/corrente/whatever X e leva aquilo como se fosse o Corão e fosse arder no mármore do inferno caso saia uma vírgula fora. Do tipo: bom senso, não temos.

Porque né? quando se trata de crianças e de como cuidar/educar tem de tudo e pra mim é uma coisa muito particular. Já começa que se cada um tem suas particularidades e individualidades, porque raio isso seria diferente com uma criança? Não seria né? Pois bem.. o que funciona para mim pode não funcionar pra você mas pode funcionar para outro. 

Outro dia dei uma super-dica-genial-que-com-certeza-vai-funcionar para uma mãe e não funcionou. Normal né meu povo... pro Joaquim deu certo mas pro Fulano não. Paciência. 'Cest la vie.

O problema - para mim é um problema - é que muita gente não vê as coisas desse jeito.. e acha que as regras são universais e devem ser seguidas. Então se alguém fala que não pode isso e só pode aquilo tem que ser assim. Pára né?! Quer dizer que seu filho só vai se desenvolver se tiver uma casa adaptada a ele? ou uma caixinha de surpresas? ou se tiver um andador? ou isso ou aquilo? Muito louco acreditar nisso.

Há sim, diversas correntes, ensinamentos, filosofias... tá tudo aí em livros, revistas e internet para quem quiser ler e conhecer. Tem também a sabedoria popular, os conselhos de mãe, pai, avó... nada disso é 100% verdade ou 100% eficiente. Ninguém conhece seu filho melhor que você - pelo menos por enquanto - então sente oq ue faz ele feliz ou não... sente as necessidades. Se você acha que o método X é bacana, use-o.. mas adapte a sua realidade, a o que você pode, a o que ele gosta. Impor por impor não funciona. 

Pelo menos eu acho isso. Sou estranha?

use sem moderação

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Mães Loucas Futebol Clube


Foi lendo a Potencial Gestante que dei com esse post aqui da mãe estressada e opa! a carapuça super serviu...:

na minha imaginação fértil, eu seria uma mãe diferente. nunca levantaria a voz para o meu filho, não surtaria nunca e seria sempre amável e carinhosa, como a insuperável mãe do caillou.
mas a vida real é bem diferente dos desenhos. beeeeeeeem.
em geral o benjamin dorme relativamente cedo e levanta num horário bom, mas às vezes ele pira e quer acordar no meio da noite pra brincar. aí é um sufoco.
eu acordo um bagaço, nervosa, irritada, gritando pras paredes, brigando com o marido, chutando o cachorro. ponho a culpa na diarista, que não lavou a louça direito, no vizinho, que ronca à noite inteira, toma banho às 6h30 da manhã com um sabonete muito fedido e fica assoando o nariz até expelir todo o pulmão (e acordar a casa toda).
aí passo o dia inteiro que nem um zumbi, me escorando pelos cantos, tirando uns cochilos esquisitos.
mas mesmo quando eu durmo bem, estou sempre tensa. um pouco menos, mas continuo.
eu sou muito cricri. uma legalista por natureza, presidente do crazy mamas country club.
não deixo meu filho assistir tv, não gosto que ele coma açúcar (só socialmente, e olhe lá), odeio aquelas musiquinhas infantis sintéticas e acredito que isso influencia a criança a ter um gosto musical limitado no futuro.
aliás, muitas coisas que eu estimulo ou veto aqui em casa são justamente pensando no futuro dele.
Prazer, Natália "a louca", mãe do Joaquim "a vítima". Louca o caralho (desculpa o palavrão) eu to certa e pronto. Odeio a tal da galinha da Maggi repaginada, aka Galinha Pintadinha, não deixo o Joaquim ver porque pra mim aquele trem tem mensagem subliminar. 

E quer saber? ele não é uma criança menos feliz por conta disso. Faz as suas bagunças. mexe onde não deve, faz todas essas coisas de criança/bebê. e tá ok assim. Muito embora eu por muitas vezes esteja irritada ou cansada... mas não vai ser um trem azul que vai me salvar disso. Há quem diga - 99,9% do mundo - que eu não sei o que é bom; que a galinha possúida (e qualquer desenho do tipo) é uma benção, que faz as crianças ficarem quietas etc e tal... mas ó: não faz falta. Lógico que eu queria ter uns momentos de paz e tranquilidade, mas não acredito que vá ser isso que vai me salvar. Não acho saudável ficar vendo essas coisas coloridas e repetitivas... além do que eu acho um saco ficar ouvindo a mesma música chata o dia todo. Egoísta? Talvez nesse ponto. Mas bem consciente no achar que não é necessário para o Joaquim. 

Numa dessas fico correndo atrás de menino, tirando dedo da tomada, salvando a TV de ser derrubada, tirando cabeça de quina. Na boa. Cansa? Opa, pacas! Mas faz parte né? Se não fosse para ele dar trabalho eu trancava no berço e saía para dar uma volta. O efeito ia ser o mesmo da galinha. Ele ia ficar isolado do mundo e pronto. Chato isso.

Sou chata, sou careta, e foda-se... tá bom assim. Estamos todos os três sobrevivendo, um beijo!

oi, eu não vejo TV, tenho uma mãe estressada e sou feliz! 
**Update: ontem (03/12/12) o pequeno estava todo entretido "lendo" um dos livros dele.. apontando as figuras e fazendo sons como que estivesse lendo mesmo... como disse o Tadeu: "é.. acho que estamos fazendo isso certo". 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

minha nada mole vida

Porque né?! Muito se fala das mil maraavilhas da maternidade/paternidade, mas e a parte ruim?

É.. porque desculpa aí, mas até em contos de fadas não são tudo rosas. Vide a Cinderela que limpava chão loucamente, a Branca que virou morta, Rapunzel que devia ter dores de cabeça horríveis... enfim.

A real é que igual eu li na matéria da Época dessa semana, entre uma coisa bacana e outra coisa bacana tem mil coisas chatas. É. Igual no seu trabalho, na escola, ou em qualquer coisa.. entre um sorriso lindo e a primeira engatinhada tem umas noites em claro, umas ranhetices, umas manhas... mil coisas que ninguém conta. Porque muito mais bacana você pagar de vida linda e cor de rosa.

Estão rolando vários blogs por aí pregando pela realidade da maternidade/paternidade. não só apoio mas também me incluo no movimento: pela verdade!

Acho que sempre fui sincera aqui, sobre tudo o que foi não saber, saber, por precisar super de ajuda da minha mãe (até hoje, confesso), por tudo.

Embora seja tudo muito bacana e novidade e tudo mais, cansa sabe gente. Cansa muito. E não é só o não dormir, porque depois de um tempo sono pra que né? Mas tem a ausência de vida social, a sensação de Rapunzel (olha ela aí de novo) presa na torre, a falta de tempo pra arrumar a casa, fazer as unhas... ai ai... Nada que vá fazer você morrer, convenhamos. Afinal, um dia sua mãe fez tudo isso né?! Se pá é esse o pensamento que faz a gente respirar fundo e seguir em frente.

Afinal, entre mortos e feridos, há sobreviventes!