terça-feira, 11 de março de 2014

Cenas cotidianas

"Não quelo escola, não quelo amigos, quelo ficar sozinho""


(se joga no chão na frente da escola)
(abre o portão)

"Oi Lita!"

(Entra na escola, dá beijo)
"tchau mamãe".

fecha a cortina

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Para você entender o que está acontecendo – #protestomaterno


Estava aqui pensando Joaquim, como te explicar o que está acontecendo aqui no Brasil. O porque a mamãe tirou do seu desenho sem grandes explicações e colocou num canal com um monte de gente na rua – o que a princípio você achou ruim, mas depois, pela quantidade de gente e luzes achou interessante, afinal, adora um "tumulto". Explicar porque a mamãe foi para as ruas com mais um monte de gente – inclusive você, que viu a movimentação na rua e pediu para descer –  e porque raios tem uma fralda de pano sua pendurada na sacada.


Então... é difícil e ao mesmo tempo fácil, e definitivamente complexo. Começou com um aumento de passagem, e com uma reação exagerada da polícia que não esperava nada disso. Por sinal, isso é uma coisa que você vai ver muito, ainda mais frequentando estádios de futebol: tem sempre alguém procurando encrenca e sempre alguém disposto a descer o cassetete. Mas voltando...

Começou assim. Sabe quando a sua banheira está cheia e você dá um tapa e voa água para fora? Pois foi isso. Está todo mundo cansado de um monte de coisas há tempos mas por N motivos que não vem exatamente ao caso agora acabaram deixando para lá. Vivemos – ou vivíamos – em uma geração relativamente acomodada, que reclama mas não faz nada para mudar. Acha – ou achava – que isso não pode, isso não dá, mas só xingava muito no twitter e dois dias depois estava tudo bem. Por esse motivo que acharam que seria um dia de protesto e só. Mas não foi. Foi uma semana, e pelo jeito será até mais.

Há quem diga que as causas de pedir estão fora de contexto, que há coisas que já deveriam ter sido levantadas antes, ou ditas antes, mas que aproveitaram agora para despejar tudo de uma vez. É como quando você quer carregar trinta coisas de uma vez e cai e a mamãe diz para ter calma. Que uma coisa de cada vez. Pois é mais ou menos isso. Mas não só isso.

Resumindo muito, as pessoas estão lutando por um país melhor para elas, para nós, para você e a sua geração. E as próximas. Coisas como saúde, educação, transporte: tudo isso não está bom não filho. E sabe, são coisas garantidas – ou que deveriam ser garantidas – para todo cidadão. Você deveria poder ter uma escola boa, um hospital bom, um ônibus decente para fazer o que precisa sem ter que pagar o olho da cara por isso. Para isso que tem os impostos. Impostos? Bom, é um tanto de dinheiro que a gente paga para o governo para ter essas coisas que deveriam ser garantias. Confuso né? Pensa assim: você pode mamar sempre que quer não né? Para ter leite a mamãe precisa descansar e se alimentar. Pense que a mamãe passasse o dia comendo e dormindo e não te desse leite quando você precisasse?  Ou quando você caísse e se machucasse não ganhasse um abraço? Injusto né? Pois é isso que acontece. Só que em proporções maiores e atingindo mais um monte de gente.

É mais ou menos – bem mais ou menos –  isso o que está levando as pessoas para as ruas. Querer um futuro e um presente melhor. Querer que essas coisas que o povo deveria ter, ter de verdade. Sem mentirinha, sem enganação. Tá todo mundo cansado de ser enganado e por isso está gritando: para ser ouvido. Igual quando você chora. Para você resolve: sempre vai alguém te socorrer. Resta saber se vai resolver também para todos nós. Por isso lutamos.


PS- Esse post faz parte da blogagem coletiva #protestomaterno, que foi a maneira que as mães blogueiras encontraram para fazer parte da onda de protestos que tomou o Brasil. Porque mãe não entende só de fralda! Mãe entende do futuro dos seus filhos e quer o melhor para eles! Vem com a gente! Ajude compartilhando, escrevendo, divulgando os links e acompanhando pela tag #protestomaterno ! Vamo que vamo!

PS2- Domingo que vem, dia 30, terá a Marcha das Crianças na Lagoa do Taquaral aqui em Campinas, uma maneira pacífica e gostosa de nossos filhos (e as mães/pais) fazerem parte desse movimento de protesto e mudança. Mais detalhes aqui.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Consumo consciente


Porque né meu povo, ser sustentável está na moda, e quando se trata do dinheiro que não temos, dá-lhe consciência para não fazer cagada com as finanças do mês. 

Numa dessas, aqui em casa estamos na prática d consumo consciente,porque né? Vi uma saia linda maravilhosa que nasceu para ser minha, mas tem que garantir o leite  das crianças do Tadeu e a pizza nossa congelada de cada quarta com futebol, então bora segurar a onda né Natália, vai lá olhar seu guarda roupa que deve ter outra linda-maravilhosa-que-nasceu-para-ser-sua já olhei, não tem, mas enfim....

O tal do consumo consciente, antigamente conhecido por contenção de gsatos, embora possa parecer um grande drama no estilo "classe média sofre" na verdade bem verdadeira não é nada demais... afinal, ninguém morre de não comprar a vigésima saia ou a quinta bota (muito embora essa última habite meus sonhos há mais de semana) não vai matar ninguém.

É claro que é legal ir na manicure, mas quem precisa disso se você pode faezr as unhas você mesma em "apenas" quatro dias? (juro que foi o tempo que demorei para conseguir fazer as minhas semana passada. tenso.) Agora não ter batata, carne, ou um miojo que seja já é um pouco mais que tenso. Numa dessas, calculadora em mãos e bora comprar fralda pro Joaquim.. muito embora tenha que confessar que lembro diariamente de todas as pessoas amadas desse mundo que foram no chá de bebê do pequeno que colaboraram para que em quase um ano eu tivesse que comprar três pacotes de fraldas. Todos em viagem que eu fiz a conta errada. Amém. 

Vou ali fechar o site de compras e fazer a janta que ganhamos mais.

Um beijo e pratique esse esporte você também! 

tem que cuidar pra não faltar! 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Zé baguncinha

Se o Joaquim não chamasse Joaquim seria Baguncinha. Ou Zé Baguncinha. Porque o dia dele pode estar péssimo, basta você fazer alguma coisa que remeta à bagunça e pronto. Passou.

Está chorando? Vira de ponta cabeça. Birrento? Mostre um papel e uma caixa de giz de cera. Chatonildo? Deixa sentar do lado do vaso na sacada. Não é 100% garantido ou seu dinheiro de volta, mas ajuda bastante. Se tem algo ilegal, imoral, que engorda ou suja ele está no meio do bolo.

Fomos no casamento da tia Juca sábado. Num local aberto, super gostoso. Que tinha um parquinho. Joaquim com sono, sem querer dormir, chatonildo. Viu as pedrinhas. Sentou, rolou, se arrastou na terra, rolou na grama e pronto: passou.

OK que no começo eu ficava meio tensa... porque você vai lá, dá banho, põe uma roupa linda, penteia, deixa todo gostoso e cheiroso e ele se arrasta no chão igula uma salamandra. Mas né?! é criança. Então voc6e respira fundo, sai de casa de preto (pra não sujar muito) e se joga junto.

Porque criança é pra bagunçar e se sujar. E tem sabão líquido e maquina de lavar para essas coisas.

A coxinha empanada mais gostosa do oeste. 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Respeite meus cabelos brancos

Hoje vou ignorar que sou mãe e lembrar por míseros 5 minutos que opa! sou mulher. E estou com uns dois mil cabelos brancos na cabeça.

Não embaixo, escondidos, mas bem em cima. Tipo soltou apareceram lindas luzes brancas.

É o fim se aproximando.

Vou ali comprar henna e ficar cheirando chá por uma semana, um beijo.

Sou linda, sou diva, sou mortícia.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Trago o sono desejado em três dias

Estava aqui pensando que estou morta morrida com dor nas costas precisando de uma boa noite de sono e de um spa e de uma massagem no pé e férias e não sei o que mais enquanto pesquisava uma fórmula mágica para bebês dormirem a noite toda.

Só não joguei no todo-poderoso-google porque baixou um pensamento super esperto aqui que "não existe fórmula mágica cara pálida". Dãr. É óbvio.. só faltava agora, depois de uma gestação de poucos aparentes meses, e de quase um ano (caracas UM ANO) de convivência que eu ia realmente esperar uma fórmula mágica né colega?

Não tem.

Nem pra dormir, nem pra comer, nem pra nada. Acho que nem essa galera que traz o homem amado em três dias dá jeito. Porque né? esse lance de maternidade – como todo o resto das coisas na vida, convenhamos – não tem um jeito certo ou errado, e nem um super macete infalível. Vai no erro e acerto, mais erro que acerto, e vamo que vamo.

Devo ter pelo menos mais dezoito anos sem dormir pela frente. O que é uma noite a mais né produção?

Update: essa noite pós-post o pequeno acordou não uma, nem duas mas oito (oi-to) vezes. Cinco delas no grande intervalo de 3h30 e 4h15 da manhã. Bacana né?! Acho que Joaquim tem algum informante que o atualiza do que escrevo aqui e ele faz igual ou pior para não me contrariar. Só pode. Assim, se alguém tiver uma receita/reza/simpatia/fórmula/qualquer coisa que me garanta o sono dessa noite agradeço.

Confia na mamãe: 8 horas de sono faz bem pra saúde (de todos da casa)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Tempo ligeiro

Estamos aqui, onze meses depois. Dezesseis se for contar a gravidez... Mas enfim. Estamos aqui, vivos e sobrevivendo.

É engraçado pensar que não parece tanto tempo assim ao mesmo tempo que parece. Ver o tamanho do pequeno que já não é mais tão pequeno assim assusta.

Nasceu, dois dias depois engatinhou, três dias depois um dente, mais um e falando e daqui a pouco anda e esta na faculdade. Numa dessas eu pisco e ele chega em casa me apresentando uma doida que conheceu de Brasília pela internet. Paaaaara né?!

Pode parar de crescer. Ou não. Porque você esta grande e lindo demais. E daqui um mês tem bolo!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Nem tudo são rosas

Estou há um bom tempo – cerca de um mês – ensaiando um post lindo sobre o como tem sido os ultimos meses, como Joaquim está, sobre o quanto eu acho que dez meses é a idade mais legal do mundo – pelo menos até agora – e tudo mais, mas sabe como é, por falta de tempo – e de um trem que leia meus pensamentos e transforme meus posts mentais em escritos – acabou que não escrevi, e que muita coisa aconteceu nesse meio.

Porque né? Aqui até a última vez que verifiquei o analytics, todos que lêem esse blog são humanos, e numa dessas todos temos nossos momentos de pânico e desespero. Uns mais, outros menos, uns mostram, outros não. Mas eles existem e pronto.

Pois bem... eu ia pular o meu – um deles – porque acho que ninguém está a fim de ver chatices alheias.. mas pensando bem, eu adoro quando vejo que "oi, não estou sozinha no mundo e mais gente passa por isso" que resolvi vir aqui compartilhar. Mesmo que fora do tempo, ou do dia que aconteceu, mas estamos aí com o que sobrou de memória.

Quinta-feira passada eu estava chata. Tipo beirando o insuportável. Porque eu queria sair de casa, e não sair de casa do tipo: vamos no parquinho, vamos no supermercado, ou vamos no parquinho (observe a gama de opções). Sair do tipo ir num bar, ou jantar, ou dançar, mas isso sem todo o operacional de pegar fralda, suco, carrinho, sei lá mais o que. Simplesmente tomar banho, colocar uma roupa e sair. Simples assim, nada demais né? Pois bem. É.

A real é que com toda essa história de não sabia que estava grávida e de ter sido tudo no susto e muito tranquilo não me preparou para o que estava por vir. Numa dessas alguma parte minha ainda acha que pode cair par praia no fim de semana, ou ir num showzinho durante a semana, ou ainda almoçar num restaurante tranquilamente. Coisas que eu fazia, e que os outros fazem mas que não pertencem mais.

Não estou aqui achando a minha vida nova ruim, não é isso não. É até estranho na verdade falar tudo isso, por que é um pensamento que todas as vezes que tive eu bloqueei, porque parecia que eu sou uma pessoa infeliz, parecia até que eu talvez estivesse rejeitando o que vivo hoje, como se não quisesse meu filho. E não é NADA disso. É só um conflito interno. Que por mais complexo que seja é simples.

Não troco a vida de mãe por nada. É bem estranho admitir isso, mas é verdade. O que acontece é que as vezes sinto falta de coisas que faria como não-mãe. Como não-responsável. E conversando aqui e ali, isso é normal. Creio que pelo fato de não ter me preparado para essa nova fase.

Fui jogando e quando vi a fase mudou e não sei matar o chefão. Tipo assim.

E isso passa. Pelo menos passou. Sei que daqui uns dias volta... as aí passa de novo e assim vamos caminhando que tem muito mais fases e chefões por vir.

Pronto, passei de fase, e agora mãe?! 

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Nove meses e mais

Estava esses dias pensando que Joaquim já está a mais tempo no mundo real que na caverna barriga.

É engraçado pensar isso... tipo, que teve toda uma "vida" antes disso... e que apesar de eu não saber que ele estava lá escondido esse tempo todo, o bichinho já me acompanhava para cima e para baixo.

Pois bem.. nesses nove (mais) meses acho que a gente aprendeu pra caramba. A ter paciência, a decifrar pensamentos, a não dormir, a rir, aprender, descobrir, chorar... e nesse tempo todo tivemos também duas mil fases. A do não dormir at all, a do dormir, a do chorar por cólica, de chorar por dente, de chorar por chorar. De querer ficar grudado na mãe o tempo todo e de virar mais independente e querer férias dela. De ser um ser molengo, de sentar, se arrastar, engatinhar, ficar em pé e quase andar.

Muita muita coisa em muito e ao mesmo tempo pouco tempo.

A real é que o tempo aqui fora passa mais rápido. Talvez por não ter muito tempo de fazer nada que não correr atrás do pequeno ser... mas nove meses são uma vida. E nem é tanto tempo assim.

sou um moço sério, tá?

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Pior mãe do mundo

Foi assim que me senti ontem. Mais que mãe-monstro, louca, ou qualquer denominação dessas... me senti a pior do mundo e só.

Que as vezes bate um sentimento de fazer tudo errado, de ser incapaz de cuidar sozinha, de não saber o que fazer, de querer sair correndo sem olhar pra trás... sentimento de sumir mesmo. De sentar no quartinho e chorar como se não houvesse amanhã. Querer que o tal fim do mundo aconteça mesmo porque assim o pequeno não terá que ter a pior mãe do mundo por muito tempo.

Ontem foi um dia infernal. Entremeado por momentos de normalidade, Joaquim não estava num dia bom. Chorou por mais de uma hora sem parar e nada estava bem: não queria colo, não queria chão, não queria mamar, comer, brincar, água.. nada. Confesso que quando esse choro por motivo desconhecido eu entro em desespero. Não deve ser recomendado pela OMS nem nada, mas opa, não sei fazer diferente. E aí choramos os dois juntos... que não sabia mais o que fazer e não restou alternativa. Choramos até dormir. E aí passou... e voltou... e assim foi até a madrugada.

E nessas horas não dá para pensar nada a não ser que alguma coisa estou fazendo de errado. Penso que se eu tivesse que cuidar dele sozinha talvez não tivéssemos sobrevivido até hoje. É triste isso. você ver que não se sente capaz de cuidar do seu próprio filho sozinho... achar que não há no mundo pior mãe que você.

Não sei se é real ou não... um dia, quando ele estiver falando vai poder contar isso melhor, mas que o sentimento habita os pensamentos, habita.

Queria ser uma boa mãe e as vezes não sei como. Só isso.

mesmo sendo a pior do mundo, mamãe te ama, tá?

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Papos intra-uterinos tem poder



Louca por louca, vou mandar mais uma verdade para vocês: papos intra-uterinos tem poder. OI? É isso mesmo colega... tudo o que você fala pro pequeno cidadão de alguma maneira é assimilado.

Uma amiga que contou uma vez que a tia tanto esfregou um cachinho de cabelo na barriga que a prima nasceu de cabelo enroladinho. E aí a amiga falou quando grávida que "nariz da mamãe, metabolismo do papai" e batata! Nariz da mãe e metabolismo do pai. 

Como mal não deve fazer, eu usei da mesma super técnica. Nariz da mamãe metabolismo do papai Joaquim! Bora ajeitar a espécie! E não é que o pequeno tem um narizinho lindo (modéstia: não temos) e é do metabolismo que funciona que é uma beleza e continuando assim nunca terá problemas com a balança, amém! 

Aí você fala: ahh tá bom que foi porque você falou com ele quando na barriga que ele assimilou e nasceu como planejado. 

Ah meu! sei lá se foi uma coincidência ou não, mas eu mentalizei e aconteceu! Vai entender.. deixo para os estudos contarem o porque disso.. Além do que não falei pra nascer a cara do Joaquin Phoenix. Só pedi o meu nariz. Era possível!

Enfim... o ponto é que tudo o que eu falei pra ele tá acontecendo. E eu fiz uma promessa que me arrependi. Explico: um dos mantras era que "se você for um bebê bonzinho que não fica chorando por nada, quando você for maior eu vou deixar fazer bagunça". Pensa num mantra tosco. Foi esse meu. Resultado: o menino é/foi um anjo. E hoje está destruindo - ou pelo menos tentando - tudo o que tem na frente. 

Ai se arrependimento matasse... 

Numa dessas, acreditando ou não, minha dica pra vida é: fala umas coisas decentes quando estiver grávida, peloamordedeus. Tipo: "não coloca o dedo na tomada"; "não escale a televisão", ou algo assim...

Pelo sim, pelo não; eu acho bem válido adotar isso. Vai que funciona pro bem né? 

vamos trocar uma ideia...

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Viva! Não estamos sozinhos no mundo!


E no meio de todo esse tumulto de fazer mil coisas e viver em um mundo meio doido, é uma delicia ver que assim como você há no mundo outras mães "normais". Dessas do MLFC, saca? 

Porque né? Louca é você ser normal, ter um bom senso... normal é ser louca, bitolada. Confuso né? Mas é bem por aí...

Fui numa "palestra" (não é esse o nome, mas não achei denominação melhor) e aí rolou todo um papo de não pode dar fruta/suco/nada antes de 6 meses pro bebê.. e uma pobre coitada disse que deu e "oh meu deus!!! como essa criança vai sobreviver?!". Para né gente?! 

A recomendação da OMS, dos pediatras e de mais um monte de gente é sim aleitamento exclusivo até os 6 meses. Viu a segunda palavra qual era?! re-co-men-da-ção. O que significa que se por um acaso você precisa voltar a trabalhar antes, ou seu filho tá precisando de uma força na alimentação não há problema algum em um algo a mais além do leite materno. Sim, com acompanhamento e bom senso (lembra dele?). 

O Quim mesmo começou a comer papa super cedo.. com três pra quatro meses... porque o leite não dava conta, que ele passava o dia pendurado no peito e não era o bastante pra fome dele. Numa dessas começou com papa de frutas cozidas e tá aí.. firme e forte cheio de história pra contar. Numa dessas, quando tudo isso começou geral quase morreu de que co-mo as-sim ele já está comendo?!?! Tá ué. Tá feliz, tá saudável, todos sobreviveram. Rá! Conviva com isso! 

Quis ser solidária com a mãe errada e por sorte recebi olhares de cumplicidade.

Fiquei particularmente feliz e com o coração aos pulinhos de ver que não estou sozinha no mundo de fazer o que achamos melhor para os filhos. 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Bom senso: cadê?


Aí que você tem uns minutos de folga, ignora a pilha de roupas pra passar e vai fuçar na internet. E nesses minutos você lê muito- eu pelo menos leio. E nessas leituras você vê muita coisa interessante e muita variação... Porque né?! De gente louca o mundo tá cheio.

Quando eu falo louca é num sentido bem único. Não louca de sair correndo sem roupa na rua; nem louca presidente do MLFC... Mas louca de literal. De ler/ver alguma coisa e levar aquilo MUITO ao pé da letra. Nega que pega uma filosofia/corrente/whatever X e leva aquilo como se fosse o Corão e fosse arder no mármore do inferno caso saia uma vírgula fora. Do tipo: bom senso, não temos.

Porque né? quando se trata de crianças e de como cuidar/educar tem de tudo e pra mim é uma coisa muito particular. Já começa que se cada um tem suas particularidades e individualidades, porque raio isso seria diferente com uma criança? Não seria né? Pois bem.. o que funciona para mim pode não funcionar pra você mas pode funcionar para outro. 

Outro dia dei uma super-dica-genial-que-com-certeza-vai-funcionar para uma mãe e não funcionou. Normal né meu povo... pro Joaquim deu certo mas pro Fulano não. Paciência. 'Cest la vie.

O problema - para mim é um problema - é que muita gente não vê as coisas desse jeito.. e acha que as regras são universais e devem ser seguidas. Então se alguém fala que não pode isso e só pode aquilo tem que ser assim. Pára né?! Quer dizer que seu filho só vai se desenvolver se tiver uma casa adaptada a ele? ou uma caixinha de surpresas? ou se tiver um andador? ou isso ou aquilo? Muito louco acreditar nisso.

Há sim, diversas correntes, ensinamentos, filosofias... tá tudo aí em livros, revistas e internet para quem quiser ler e conhecer. Tem também a sabedoria popular, os conselhos de mãe, pai, avó... nada disso é 100% verdade ou 100% eficiente. Ninguém conhece seu filho melhor que você - pelo menos por enquanto - então sente oq ue faz ele feliz ou não... sente as necessidades. Se você acha que o método X é bacana, use-o.. mas adapte a sua realidade, a o que você pode, a o que ele gosta. Impor por impor não funciona. 

Pelo menos eu acho isso. Sou estranha?

use sem moderação

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Mães Loucas Futebol Clube


Foi lendo a Potencial Gestante que dei com esse post aqui da mãe estressada e opa! a carapuça super serviu...:

na minha imaginação fértil, eu seria uma mãe diferente. nunca levantaria a voz para o meu filho, não surtaria nunca e seria sempre amável e carinhosa, como a insuperável mãe do caillou.
mas a vida real é bem diferente dos desenhos. beeeeeeeem.
em geral o benjamin dorme relativamente cedo e levanta num horário bom, mas às vezes ele pira e quer acordar no meio da noite pra brincar. aí é um sufoco.
eu acordo um bagaço, nervosa, irritada, gritando pras paredes, brigando com o marido, chutando o cachorro. ponho a culpa na diarista, que não lavou a louça direito, no vizinho, que ronca à noite inteira, toma banho às 6h30 da manhã com um sabonete muito fedido e fica assoando o nariz até expelir todo o pulmão (e acordar a casa toda).
aí passo o dia inteiro que nem um zumbi, me escorando pelos cantos, tirando uns cochilos esquisitos.
mas mesmo quando eu durmo bem, estou sempre tensa. um pouco menos, mas continuo.
eu sou muito cricri. uma legalista por natureza, presidente do crazy mamas country club.
não deixo meu filho assistir tv, não gosto que ele coma açúcar (só socialmente, e olhe lá), odeio aquelas musiquinhas infantis sintéticas e acredito que isso influencia a criança a ter um gosto musical limitado no futuro.
aliás, muitas coisas que eu estimulo ou veto aqui em casa são justamente pensando no futuro dele.
Prazer, Natália "a louca", mãe do Joaquim "a vítima". Louca o caralho (desculpa o palavrão) eu to certa e pronto. Odeio a tal da galinha da Maggi repaginada, aka Galinha Pintadinha, não deixo o Joaquim ver porque pra mim aquele trem tem mensagem subliminar. 

E quer saber? ele não é uma criança menos feliz por conta disso. Faz as suas bagunças. mexe onde não deve, faz todas essas coisas de criança/bebê. e tá ok assim. Muito embora eu por muitas vezes esteja irritada ou cansada... mas não vai ser um trem azul que vai me salvar disso. Há quem diga - 99,9% do mundo - que eu não sei o que é bom; que a galinha possúida (e qualquer desenho do tipo) é uma benção, que faz as crianças ficarem quietas etc e tal... mas ó: não faz falta. Lógico que eu queria ter uns momentos de paz e tranquilidade, mas não acredito que vá ser isso que vai me salvar. Não acho saudável ficar vendo essas coisas coloridas e repetitivas... além do que eu acho um saco ficar ouvindo a mesma música chata o dia todo. Egoísta? Talvez nesse ponto. Mas bem consciente no achar que não é necessário para o Joaquim. 

Numa dessas fico correndo atrás de menino, tirando dedo da tomada, salvando a TV de ser derrubada, tirando cabeça de quina. Na boa. Cansa? Opa, pacas! Mas faz parte né? Se não fosse para ele dar trabalho eu trancava no berço e saía para dar uma volta. O efeito ia ser o mesmo da galinha. Ele ia ficar isolado do mundo e pronto. Chato isso.

Sou chata, sou careta, e foda-se... tá bom assim. Estamos todos os três sobrevivendo, um beijo!

oi, eu não vejo TV, tenho uma mãe estressada e sou feliz! 
**Update: ontem (03/12/12) o pequeno estava todo entretido "lendo" um dos livros dele.. apontando as figuras e fazendo sons como que estivesse lendo mesmo... como disse o Tadeu: "é.. acho que estamos fazendo isso certo". 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

minha nada mole vida

Porque né?! Muito se fala das mil maraavilhas da maternidade/paternidade, mas e a parte ruim?

É.. porque desculpa aí, mas até em contos de fadas não são tudo rosas. Vide a Cinderela que limpava chão loucamente, a Branca que virou morta, Rapunzel que devia ter dores de cabeça horríveis... enfim.

A real é que igual eu li na matéria da Época dessa semana, entre uma coisa bacana e outra coisa bacana tem mil coisas chatas. É. Igual no seu trabalho, na escola, ou em qualquer coisa.. entre um sorriso lindo e a primeira engatinhada tem umas noites em claro, umas ranhetices, umas manhas... mil coisas que ninguém conta. Porque muito mais bacana você pagar de vida linda e cor de rosa.

Estão rolando vários blogs por aí pregando pela realidade da maternidade/paternidade. não só apoio mas também me incluo no movimento: pela verdade!

Acho que sempre fui sincera aqui, sobre tudo o que foi não saber, saber, por precisar super de ajuda da minha mãe (até hoje, confesso), por tudo.

Embora seja tudo muito bacana e novidade e tudo mais, cansa sabe gente. Cansa muito. E não é só o não dormir, porque depois de um tempo sono pra que né? Mas tem a ausência de vida social, a sensação de Rapunzel (olha ela aí de novo) presa na torre, a falta de tempo pra arrumar a casa, fazer as unhas... ai ai... Nada que vá fazer você morrer, convenhamos. Afinal, um dia sua mãe fez tudo isso né?! Se pá é esse o pensamento que faz a gente respirar fundo e seguir em frente.

Afinal, entre mortos e feridos, há sobreviventes!

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Amor incondicional

Dia desses uma amiga perguntou como é isso de ser mãe. Que saber que a tal chavinha existe foi um alívio, mas e aí? Como funciona o tal amor incondicional?

Porque né? Nunca fiz planos de ser mãe, então acho que numa dessas acaba que sou uma fonte mais ou menos confiável... por não ter a visão romântica e etc.

Quando uma outra amiga nossa - e minha cunhada e mais um monte de gente - falava pra mim que "é muito louco, surge um amor incondicional" eu confesso que não entendia bem. Na verdade eu achava que quando ele nascesse e eu o visse ia acontecer alguma coisa sei lá... mágica e um amor diferente ia surgir do nada e eu ia entender tudo isso.

Mas... não é bem asssim. Ou pelo menos para mim não foi.

Sim, quando você vê aquele serzinho é mágico. Ver como ele é, entender que daqui para frente tudo vai ser diferente e tudo mais... mas eu ainda não entendia. Mas passei a entender. No dia a dia. No primeiro acordar de madrugada para acalmar ele, nas primeiras e segundas e vigésimas coisas que acontecerem. O tal amor incondicional aparece todo dia. É ele que faz você não surtar de vez.

É por causa dele que por mais que o pequeno chore, esperneie, puxe seus cabelos, não te deixe dormir e tudo mais, você olha pra ele e ama. Simples assim. Por pior que seu dia tenha sido, por mais chato e cansativo que tudo foi... você ama, quer bem, quer cuidar... você entende que aquela chatice não é de propósito, mas porque ele não sabe comunicar de outro jeito ué. E quando souber, acho que não muda muita coisa. Você entende... perdoa.. perde a vontade de esganar.

E é assim amiga... a gente vai vivendo, vai entendedo que esse tal amor incondicional vai surgindo e crescendo dia após dia. E que... na boa? Só vivendo para entender.

Um dia tenho certeza que você vai saber.

um precisa do outro. simples assim.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Mãe-Polvo? Really?

Aí que rola uma lenda de que você mãe tem que ser polvo. Na verdade essa máxima é de que você mulher deve ser polvo.

Mas tem mesmo? Quem disse?

Ok que sua vida muda, que cuidar de um pequeno demanda mais atenção, tempo e cuidado. Mas e por conta disso você tem que cuidar do filhote, ter a casa limpa, um blog atualizado e ainda acabar o dia penteada e de unhas feitas? Por muito tempo eu pensei isso. Que eu tinha que dar conta de tudo e mais um pouco e quando o namorado chegasse em casa - que estaria um brinco - eu estaria de banho tomado e sorridente com um lindo risoto na mesa.

Chorei, esperneei, chorei de novo, gritei, desabafei com as amigas, chorei com a mãe, chorei com o namorado, me senti o cocô do cavalo do bandido e ai eu cansei. E percebi que OI? não preciso ser super mulher. Simplesmente porque não dá, um beijo.

Então eu mudei. Mudei o lugar que eu sento no sofá para quando o Joaquim estivesse mamando eu não enxergasse a poeira embaixo da cama. Mudei e desisti de ter a casa um brinco 100% do tempo. Um dia a gente varre, no outro passa a roupa, no outro faz um bolinho. E tá ótimo. Joaquim tá aí vivo pra contar.

Não é o ideal? Sei lá o que é ideal meu povo. Não dou nem conta de fazer as unhas, quem sou eu para dizer o que é ideal ou não? A real é que é isso que tem pra agora.

A real, de verdade, é que essa tal mulher polvo não existe. Assim como a mãe polvo é mito. Fazemos mais de uma coisa ao mesmo tempo? Sim, fazemos podemos.. porque rola uma capacidade para isso. Mas isso é uma obrigação? Nah. Longe disso. Se você quer se matar para ser mãe, dona de empresa, empreguete e madame tudo junto e misturado, boa sorte. Mas de verdade? Nada disso nunca será 100%. É igual disse a Nina Lemos nesse texto genio (Instagram da Depressão) de que não dá pra ser tudo.

Então para de querer ser a supra sumo do mundo e vai ser feliz.

Mulher Maravilha é só aquela do desenho. Nós, mães, somos gente normal com um pouquinho mais de paciência. E só.



sexta-feira, 13 de julho de 2012

Verdades do pós-parto

Não vou entrar em detalhes sobre como é ou não é...especialmente porque eu não vi nada; mas tem umas coisinhas que ninguém conta e é um saco você descobrir sozinha.

O Quim estava muito confortável sentado, lembram? Numa dessas ele nasceu de cesárea. Aí você me pregunta: e como é? dói? incomoda? é traumático? Não meu povo... é bizarro. Essa foi a única palavra que eu encontrei para explicar como isso tudo funciona.

Primeiro que é rápido pra caramba. Tipo, o nascimento. O que demora é todo o processo de abre fecha. E isso é um saco. Porque você colocou a roupinha, foi pra maca, andou pelos corredores, tomou anestesia - que nem dói tanto assim - a vacina de tétano que tomei esses dias doeu muito mais - deitou lá e ficou esperando alguma coisa acontecer. Aí você ouve o choro, vê o ser sujinho, dá um beijo, sorri pra foto e fim. Nisso foram sei lá.. 20, 30 minutos? Depois que demora uma eternidade.... mil anos para te fecharem.

OK, falando assim é aterrorizante né? O fato de abrir também... mas se você for não pensar e ver que, na verdade você não sante porcaria nenhuma, não é tão péssimo assim. É chato pra caramba ficar olhando pro lençol, revezando com o teto por infinitas horas, sabendo que estão mexendo, chacoalhando e tudo o que tem direito e não sentir ou ver nada. É estranho, mas no fundo é bom.. porque deve ser nada agradável assistir - Tadeu que o diga.

Bom.. aí passou tudo isso.. você viu aquela carinha linda de joelho, se emocionou, ficou mais infinitos tempos esperando acabar tudo. Aí você pensa: uhu! acabou.. vou pro quarto ver o pequeno!

Incorreto. Você vai pra damn recuperação.

Pensa num lugar chato. É lá. Você fica uma cara, olhando pro teto sem sentir sua perna. Pode ser mais chato, produção? Pode sim: você só sai de lá quando mexer a perna.

Eu não tive sono... então fiquei quatro longas horas - o dia que o Quim nasceu a maternidade estava superlotada e por isso demorei alguns anos para chegar no quarto - tentando passar o tempo. Minha escolha foi brincar de Kill Bill: mexa dedão! mexa dedão!

Chato pra caramba... mas aí você vai pro quarto e vê o coisinha mais linda do mundo! iei!

E a recuperação? Bom... acho que isso - assim como a gravidez em si - é super relativo. A minha foi rápida e tranquila. Em pouco tempo eu andava de boa, sentava com as pernas cruzadas (de índio) e tudo isso na paz. Há quem diga que demorou muito mais tempo... então acho que é de um pro outro e de oytro pro um. A real é que não dá pra abusar e se sentir a supermulher de uma hora pra outra... é chato de levantar... a cicatriz em si não incomoda mas todo o resto sim. Nada que você vá morrer... acho que é bem como uma oura cirurgia qualquer.

Mas ó... não se assuste. É de boa. Prometo. (e ver aquela carinha linda te mirando compensa qualquer dor)




quarta-feira, 11 de julho de 2012

Dormir é para os fracos

O mito dos mitos é, definitivamente por ora, esse lance de que uma criança passa a dormir a noite toda após completar três meses. A não ser que o conceito de "noite toda"seja de quatro horas, isso é uma puta de uma mentira deslavada.
OK que você - assim como eu - vai conhecer uma meia dúzia de pessoas que vai dizer que isso acontece mesmo. Umas até dizem que foi incrível como o filho magicamente passou a dormir...
Mas a real é que isso é um dos maiores mitos da história e que se eu pudesse pegar na porrada o cidadão que inventou isso eu o faria.
Sério, porque eu passei três meses esperando o dia que isso ia acontecer. Tipo, acreditei de verdade que clic, deu a idade X ele dorme, uhu!
Não, não dá para generalizar... por exemplo.. novinho de tudo o Quim resolveu uma época dormir a noite toda.. há um tempo atrás de novo, ia das 19h30 às 5h (que é o horário que acordamos, conviva com isso); mas depois que ele fez três meses achou tudo isso uma chatice e passou a fazer uma baladinhas de vez em quando.
A real meu povo na verdade é uma só: todos esses lugares comuns de comuns não tem é nada. Essas regrinhas que a gente pensa que "oh.. que bom saber isso"... é meio que lenda. Cada um é cada um e gosta daquilo que prefere.
Meu pequeno é baladeiro. Vou fazer o que? Não durmo. Porque dormir é para os fracos.


terça-feira, 22 de maio de 2012

E sair de casa, pode?

Poder pode... o X da questão é como, quando e como (já foi o como né? mas é bom reforçar)

Das muitas mudanças d.J. (depois do Joaquim) que não me adaptei, uma das que mais demoro a assimilar é o processo sair de casa. Coisa que antes, mesmo com barriga e talz eu fazia em cinco minutos, hoje é um longo processo de no mínimo uma hora. E isso meu bem, só aprendi na marra.

Primeira consulta na pediatra, adivinha quem chegou atrasada e esbaforida. Eu, lógico. porque pensei que o fato de sair de casa era fácil: pega o baby, a malinha, põe no carro e vai. Mas não meu amigo... isso não é real.

Rola toooooda uma preparação prévia, de deixar a mala pronta com duas mil fraldas - já caí no conto de "essas quatro dão" e me vi em apuros: melhor sobrar - ver se o cidadão está com fome, se tem que trocar, se está bem agasalhado.. já disse que tem que ver se está com fome? Pois é... e além disso tudo toca colocar o bebê desconforto no carro, convencê-lo de sentar ali... e ufa! Com um pouco de sorte você sai de casa.

Então com esse trampo todo... nem vale a pena pensar nisso né?

Lógico que não menina! Vai se trancar no lar por toda eternidade, amém? Lógico que não...

Já saímos com o Quim umas várias vezes... ele foi ajudar a comprar sofá, a colocar comida em casa, já foi almoçar com a mãe no aniversário dela e comer pastel na feira com o pai dele. Tá certo que por ser muito pequeno não dá para ir pra todo canto e sem limites... mas sair faz bem para todos. Sei lá... pode ser coisa minha, mas não acho saudável ficar em casa 100% do tempo. Um solzinho faz bem.. ver gente também. Não é porque você vai ter o maior trampo do mundo <drama mode on> que não vale a pena encarar a maratona.

Então respira fundo e acredita. Você vai se sair bem.